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Planet Hemp @ Paradise Garage, Lisboa: 02/11/2003

Entrevista
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Planet Hemp @ Paradise Garage, Lisboa, 02/11/2003 | Entrevista

 

Back to the basic, a nova parada do Planet Hemp

Aproveitando a presença da banda em Portugal no início de Novembro, para dois memoráveis concertos, o planethemp.no.sapo.pt sacou uma entrevista exclusiva. São dez anos de carreira e amizade revisitados pela banda e um olhar de relance despreocupado para o futuro. É uma curta entrevista dado o cansaço da banda após o espectáculo no Paradise Garage, mas os frutos estão aí.

Passados dez anos, que balanço fazem da vossa carreira?


D2: Passou rápido pra caramba...
Formigão: Parece que passou em dez dias, cara.
D2: A gente cresceu para caramba como amigos, como pessoas. Há dez anos atrás era outra história. Estava todo o mundo na rua procurando uma parada. Agora, a gente encontrou uma coisa junto. É muito bom ver o meu segundo disco solo sair, o do B-Negão também tá saindo... Eu não sei das outras bandas, mas a gente já aprendeu a respeitar o outro, a cultivar as nossas amizades... Só é pena ser tudo homem e não haver mulher... (risos)

As carreiras a solo não podem quebrar a unidade do grupo?


D2: Não. A gente nunca cobrou nada uns dos outros. Quando a gente estava cobrando era só dentro da banda, mas ninguém fica cobrando depois. Eu, enquanto vocalista, não fico com essa responsa. Podia haver aquilo de “o vocalista saíu, vai fazer uma carreira a solo e se distanciar dos caras” e não sei quê... Mas ninguém está preocupado. Muito pelo contrário. O Bernardo está fazendo sucesso e ninguém está sugando de um lado ou de outro.
B-Negão: É uma parada bem natural...
D2: A gente nunca teve essa fobia, esse medo que a indústria tem de “vocês são uma banda, então vocês têm de gravar um disco a cada ano...”

A vossa ligação à Sony, que deve acabar agora em 2004, preocupa-vos de alguma maneira?


D2: Não. A gente tem uma relação muito boa. Até porque é o meu disco solo que está sendo lançado pela Sony e o do Bernardo não. Tem sempre havido uma boa abertura para trabalhar. É lógico que é uma multinacional, mas a gente utiliza a multinacional a nosso favor.

O que é que os fãs podem esperar do próximo álbum?


Formigão: Muitas guitarras. Só rock.
D2: No primeiro disco, a gente gosta das músicas, mas não da produção. Então a gente quer fazer de novo um disco de guitarra, baixo e bateria. Não que tenha só guitarra, baixo e bateria, mas que basicamente tenha esses três elementos na frente. A gente já testou tudo, já inventou o que tinha de inventar. “Back to the basic”, de volta ao básico. É legal, porque puxa pra caramba de cada um como músico. Eles os três (Rafael, Formigão e Pedrinho) têm ensaiado pra caramba. Acho que será um disco bom demais, mais bem produzido, mas não tem o melhor do Negão, nem o melhor do Pedrinho, nem o melhor do Rafael.

Ainda não tem data para sair?


D2: Não. Já tem seis músicas, mas eu não fui ainda a nenhum ensaio, o Bernardo foi a um, mas nós estamos num processo de criação e não tem nenhuma cobrança, diferente de qualquer parada que as pessoas pensem. A gente está numa grande gravadora. É uma banda que vendeu dois discos de ouro, dois discos de platina... Não existe nenhuma pressão entre a gente. Está tudo no maior tranquilo. Na real, a gente já tem dez anos de banda. É muito bom.

Direitos Reservados
:: Miguel Prado
Esta entrevista é propriedade de http://planethemp.no.sapo.pt. A reprodução, parcial ou integral, é permitida, desde que citada a fonte.

 

 

 

 

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